Câmara dos Deputados aprova urgência de projeto de anistia a condenados do 8 de Janeiro

Câmara dos Deputados aprova urgência de projeto de anistia a condenados do 8 de Janeiro

Decisão foi apoiada por 311 a 163 contrário; pauta foi colocada em votação pelo presidente da Casa, Hugo Motta, que afirmou que o texto final e alcance da anistia ainda serão discutidos

Kayo Magalhães/ dos DeputadosCâmara dos Deputados debate proteção de crianças e adolescentes em ambientes digitais.

Por 311 a 163, a Câmara dos Deputados aprovou nesta quarat-feira (17) a urgência para um projeto de anistia a condenados pelos ataques de . A votação da urgência foi articulada por líderes da oposição junto ao presidente da Câmara, Hugo Motta. A decisão gerou forte embate entre parlamentares governistas e de oposição, com a base aliada tentando obstruir os trabalhos.  Com a aprovação o mérito do projeto pode ser votado mais rapidamente.

O tema central do debate foi a possibilidade de anistiar crimes eleitorais e atos relacionados às manifestações, incluindo os de 8 de janeiro.  Em defesa do PL da anistia, o deputado Gustavo Gayer, do Partido Liberal (PL), discursou emocionado, afirmando que o momento pode “marcar a história do nosso país” e ser “uma luz no fim do túnel de um período muito sombrio”. Gayer mencionou o sofrimento de “centenas de famílias e milhares de brasileiros” e a situação de pessoas presas que ele classificou como “ilegalmente prisioneiros políticos”.

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“É por isso que hoje eu tenho o orgulho de vir aqui nesse microfone em nome de todo o PL, de todo brasileiro de bem, de todo cristão, de todo mundo que quer ver uma nação livre. Presidente, o PL orienta sim”, declarou, sendo aplaudido em seguida. Em contrapartida, o líder do PT na Câmara, deputado Lindbergh Farias, orientou o voto contra a urgência, lamentando a pauta e alertando para os riscos. Farias argumentou que a anistia proposta, vinda do senador Marcelo Crivella, é “ampla, geral e irrestrita” e abrange crimes eleitorais. Ele alertou que a aprovação da urgência, que exige 257 votos, abriria a “porteira” para que o projeto de anistia fosse aprovado com maioria simples posteriormente.

Lindbergh Farias relembrou uma série de , desde os ataques sistemáticos às urnas eletrônicas até a minuta do e os atos de 8 de janeiro, classificando-os como uma “ contra a democracia”. Ele mencionou um “plano de assassinato do presidente , do vice-presidente Alckmin e do ” e questionou a intenção de pacificação. “Alguém aqui acredita que eles querem pacificar alguma coisa?”, provocou.

A redução de pena, por favorecer o acusado, seria mais facilmente aplicada pela Lei de Execução Penal, beneficiando inclusive os já condenados. Silveira destaca que essa “anistia light” traria menos problemas para as decisões do , mas ainda assim geraria complexidade na execução da pena. A votação da urgência do PL da anistia continua na Câmara, com os líderes partidários orientando suas bancadas em meio a um cenário de intensa polarização e discussões jurídicas sobre os limites do perdão e da .



Fonte: Jovem Pan

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