Com a assinatura do Acordo Mercosul-UE, o Brasil espera aumentar e diversificar suas vendas aos países europeus. Em 2025, 73% das exportações brasileiras para o bloco estavam concentradas em cinco destinos, segundo dados do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços).
Veja:
- Países Baixos (Holanda): US$ 11,746 bilhões;
- Espanha: US$ 8,794 bilhões;
- Alemanha: US$ 6,53 bilhões;
- Itália: US$ 5,379 bilhões;
- Bélgica: US$ 4 bilhões.
A União Europeia é o segundo principal destino das exportações brasileiras, ficando atrás apenas da China. No ano passado, 14,3% dos produtos exportados pelo Brasil foram para o bloco europeu, totalizando US$ 49,8 bilhões em vendas.
Já as importações de produtos europeus pelo Brasil somaram US$ 50,3 bilhões (17,9% do total). Com isso, o saldo da balança comercial registrou um déficit de US$ 480 milhões. No período, a corrente de comércio entre os dois somou US$ 100,1 bilhões.
Entre os itens que o Brasil mais exportou a União Europeia em 2025, estão petróleo bruto, café não torrado, farelos de soja e outros alimentos para animais, minérios de cobre e soja.
Rio de Janeiro (US$ 9,888 bilhões), São Paulo (US$ 8,658 bilhões), Minas Gerais (US$ 7,51 bilhões), Pará (US$ 4 bilhões) e Mato Grosso (US$ 3,1 bilhões) foram os estados que mais exportaram para o bloco no ano passado.
Acordo
O tratado de livre comércio assinado entre os dois blocos comerciais irá integrar 720 milhões de pessoas e somará um PIB (Produto Interno Bruto) de US$ 22 trilhões.
Com o acordo, o Mercosul eliminará as tarifas sobre 91% das exportações da UE ao longo de um período de 15 anos. Já os europeus eliminarão progressivamente as tarifas sobre 92% das exportações do Mercosul num período de até dez anos.
Próximos Passos
Com a assinatura do acordo, ainda será necessário que o Parlamento Europeu e o Legislativo dos países do Mercosul, individualmente, aprovem o tratado para que ele entre em vigor.
Também é necessário que os parlamentos nacionais do Mercosul o aprovem. Uma cláusula inserida no acordo garante, contudo, que caso o Congresso Nacional brasileiro dê seu aval – assim como o Parlamento Europeu – o tratado já pode vigorar, sem necessidade de outros sul-americanos deliberarem.
O presidente da CRE (Comissão de Relações Exteriores), Nelsinho Trad, afirmou em entrevista à CNN que os trabalhos no Congresso visam aprovar o Mercosul-UE até julho de 2026, para que o livre comércio esteja em vigor no segundo semestre deste ano.

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