50% dos viajantes não usam IA para planejar viagens por medo de erros

50% dos viajantes não usam IA para planejar viagens por medo de erros

Metade dos viajantes ainda desconfia da na hora de montar roteiros (cottonbro studio/Pexels)
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Apesar do crescimento do uso de no planejamento de , metade dos viajantes ainda prefere confiar em informações verificadas e no planejamento próprio. É o que revela uma pesquisa inédita realizada pela Civitatis, que mostra que 50% de uma amostra de mais de 7.000 entrevistados ao redor do mundo ainda não utilizam IA para organizar suas viagens.

IA ou planejamento próprio? O veredito dos viajantes 

Segundo a análise da Civitatis, mesmo entre viajantes frequentes, perfil predominante entre os entrevistados (65% realizam entre 2 e 5 viagens internacionais por ano), o uso da inteligência artificial ainda não conseguiu substituir os métodos tradicionais de planejamento de viagens. 

Entre os motivos dessa resistência, destacam-se dois fatores:

  • O valor do planejamento próprio: muitos usuários afirmam que gostam de montar seus itinerários de forma pessoal e direta.
  • Falta de familiaridade com a : há uma considerável parcela de usuários que desconhece as aplicações da IA para esse tipo de uso ou não se sente confortável utilizando essas ferramentas de forma geral.

Entre os principais problemas apontados por usuários na pesquisa de viagens com IA está a ocorrência de erros críticos em informações dinâmicas, especialmente:

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  • horários e preços desatualizados;
  • links que não funcionam;
  • atrações indicadas como abertas quando estão fechadas
  • atividades que sequer existem

“Os viajantes ainda têm receio, com razão, das informações que surgem na IA, inclusive por, muitas vezes, elas sugerirem experiências ou que nem mesmo são reais”, pontua Alexandre Oliveira, Country Manager da Civitatis . “A verdade é que a IA é muito inteligente, mas também muito artificial. É inevitável que mais viajantes passem a utilizar a IA em suas pesquisas, mas é ainda mais inevitável que o olhar e curadoria humana ganhe cada vez mais relevância para discernir o que é informação útil e real, e o que é apenas ruído digital.”

é humano”: a importância da curadoria humana

Como parte da campanha “Viajar é humano”, a Civitatis criou a fictícia de San Elías, um destino inexistente que aparece como recomendação em algumas respostas geradas por inteligência artificial. A iniciativa busca ilustrar os riscos de confiar cegamente em recomendações automatizadas sem validação humana.

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Os dados indicam que a inteligência artificial costuma ser utilizada principalmente como ponto de partida para dúvidas logísticas. No entanto, diante do risco de recomendações incorretas ou incompletas, muitos viajantes recorrem a buscadores ou a plataformas com curadoria e atendimento humano para confirmar informações essenciais, como disponibilidade real e preços atualizados.

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