10 vezes em que George Harrison detonou ícones do Rock

10 vezes em que George Harrison detonou ícones do Rock

Por muito tempo, George Harrison foi tratado como o “Beatle silencioso”, mas por trás de sua persona enigmática estava um músico pronto para fazer duras àquilo que ele não compactuava na cena do Rock.

Admirador de artistas como , que dialogavam com a sensibilidade de suas músicas, Harrison não tinha paciência para bandas comerciais ou para a arrogância de alguns artistas com ego inflado. E, diferente do que muitos imaginavam, ele nunca teve medo de compartilhar suas opiniões.

Na verdade, durante o tempo que se dedicou aos , George se viu obrigado a desenvolver uma personalidade forte. Frequentemente ofuscado por John Lennon e Paul McCartney, Harrison, que era o membro mais jovem dos Fab Four, precisou encontrar maneiras para defender suas composições. Certa vez, ele convidou Eric Clapton para o estúdio só para que suas músicas fossem ouvidas por seus companheiros de banda.

Ao lançar seu terceiro disco de estúdio solo All Things Must Pass no mesmo ano em que sua banda encerrou as atividades, Harrison demonstrou uma sensação de libertação criativa e pessoal ao incluir diversas músicas que não entraram nos álbuns dos Beatles

Desde então, George Harrison nunca deixou de ser quem ele realmente era, e uma de suas fortes características era dizer o que pensava de forma sincera. De ofensas a julgamentos de certas músicas, confira abaixo uma lista reunida pelo Far Out com alguns comentários ácidos feitos pelo músico sobre clássicos do Rock.

10 vezes em que George Harrison detonou ícones do Rock

Oasis

Quando o Oasis viu sua ascensão nos anos 90 e se tornou um ícone do Britpop, George Harrison enxergou na banda tudo o que ele sempre criticou no rock inflado pelo ego. Enquanto alguém que ajudou a redefinir a cultura com os Beatles, a autoconfiança da banda de o deixou irritado.

Sobre Liam Gallagher, Harrison disse em entrevista à Independent Radio News que ele era “um pouco desatualizado” e “simplesmente bobo”. Ele também não poupou o resto do grupo, apontando que “eles não têm muita profundidade” e “não são muito interessantes”.

Bono sempre foi um admirador dos Beatles, mas Harrison não tinha o mesmo sentimento pelo U2. Na verdade, o guitarrista via na banda irlandesa algo que se aproximava do narcisismo, declarando em 1997 ao jornal Independent:

“Veja um grupo como o U2. Bono e sua banda são tão egocêntricos. Quanto mais você pula, maior o seu chapéu, mais pessoas ouvem sua música.”

A aversão de George pelo U2 ficou ainda mais evidente após o músico ter questionado ao Le Figaro:

“Alguém vai se lembrar do U2 daqui a 30 anos? Duvido muito”.

Sex Pistols

Enquanto John Lennon e Paul McCartney eram apoiadores do , George Harrison não escondia seu incômodo com o som pesado e cru tocado por bandas como o Sex Pistols, além de não concordar com alguns ideais do movimento.

Em entrevista à Rolling Stone em 1979, ele declarou:

“No que diz respeito à musicalidade, as bandas punk eram simplesmente horríveis – nenhuma sutileza na bateria, apenas muito barulho e nada. Senti muita pena quando os Sex Pistols estavam na televisão e um deles dizia: ‘Somos educados para ir para as fábricas e trabalhar em linhas de montagem’, e esse é o futuro deles. É horrível, e é especialmente horrível que isso venha da Inglaterra, porque a Inglaterra está constantemente em depressão; é um país muito negativo. Todos querem tudo e ninguém quer fazer nada para conseguir.

É muito simples: como dar dinheiro às pessoas se não há nenhum? A única maneira de ganhar mais dinheiro é trabalhar mais. Não se combate a negatividade com negatividade. É preciso vencer o ódio com amor, não com mais ódio.”

Pete Townshend

Após Harrison começar a usar com frequência a sitar, um instrumento indiano, o ex-Beatle influenciou pessoas ao redor do mundo a conhecerem outras culturas, incluindo a parte espiritual da Índia. Porém, o músico ficou incomodado com pessoas que alegavam personificar o lado certo do movimento, mas que não o representavam na prática.

Certa vez, ele repreendeu Pete Townshend, guitarrista do The Who, por ter essa atitude. Após o chamar de “falso” em entrevista ao India Today, ele disse:

“Townshend! É! Todas as vezes que vi esse cara, ele estava tão chapado e falando tanta besteira que acho que ele não leva a sério nenhuma das coisas religiosas que prega.”

Elton John

Apesar de Elton John ser um amigo próximo de John Lennon, George Harrison nunca demonstrou muito apreço pela música do talentoso pianista britânico. Também em entrevista ao India Today, ele declarou sobre o Rocket Man:

“Bem, a música de Elton John é algo de que nunca gostei muito. Tudo soa igual, embora eu ache que ele tenha escrito uma boa música uma vez; há muitos anos, claro. A música dele segue uma fórmula: coloque a letra, coloque quatro acordes, dê uma boa sacudida e pronto, o novo super hit do Elton John!”

Neil Young

Em 1992, quando foi questionado sobre Neil Young, Harrison tinha sua resposta na ponta da língua e ela não era exatamente o que esperavam: “não sou fã de Neil Young”, declarou o músico.

Enquanto Bob Geldof tentava amenizar o peso de sua fala, o ex-Beatle o interrompeu e disse: “eu odeio, não suporto”. Ao que tudo indica, a forma de tocar de Young é o que mais irritava Harrison:

“É engraçado. Fizemos um com ele, eu assisti do outro lado do palco e olhei em volta. Olhei para o Eric e disse: ‘O que está acontecendo?’ Ele fez o solo no meio e depois olhou para mim como quem diz: ‘Não olhe para mim, não sou eu.’”

The Hollies

George Harrison ficou bastante incomodado com a versão que a banda The Hollies gravou de sua composição para os Beatles “If I Needed Someone”, em 1965. Em entrevista à NME, o jornalista Alan Smith relembrou de um encontro com o ex-Beatle em que ele soltou o verbo sobre a releitura do The Hollies.

Depois de ter dito a Harrison que ele escreveu uma música para os Hollies, George rapidamente respondeu de forma direta:

“Diga às pessoas que eu não a escrevi para os Hollies. Chama-se ‘If I Needed Someone’, e eles lançaram como novo single, mas a versão deles não é o meu tipo de música. Acho uma porcaria do jeito que fizeram! Estragaram tudo. Os Hollies são bons musicalmente, mas do jeito que gravam, parecem músicos de estúdio que se juntaram sem nunca terem se visto antes. Tecnicamente bons, sim. Mas só isso.”

Paul McCartney

Apesar de George e Paul McCartney terem convivido por muitos anos e terem enfrentando desavenças nos Beatles, o guitarrista ainda compartilhou alguns comentários ácidos sobre algumas obras de seu ex-companheiro de banda durante sua carreira solo.

Em 1979, ele disse à Rolling Stone sobre alguns trabalhos recentes de Macca:

“Acho inofensivo. Sempre preferi as boas melodias de Paul às suas músicas de rock ‘n’ roll estridentes. A música que achei sensacional no álbum ‘London Town’ foi ‘I’m Carrying’. Mas não curto essas coisas barulhentas e batidas. Mas isso não se aplica apenas à música de Paul, vale para tudo. Não sou fã desse tipo de som punk, pesado e metálico. Gosto de uma boa melodia.”

Alguns anos depois, ele voltou a alfinetar o amigo ao ser questionado sobre o fato de Paul ter adicionado músicas como “Beautiful Boy” ao seu repertório. Harrison respondeu dizendo:

“Talvez seja porque ele ficou sem boas músicas próprias”.

Lee Marvin

Certa vez, George Harrison estava sob efeito de LSD junto com outros integrantes dos Beatles e, para aliviar a tensão, resolveram assistir ao filme Cat Ballou. O guitarrista, que já não apreciava a atuação de Lee Marvin, intensificou ainda mais seu desprezo ao ver o filme estrelado por ele sob o efeito da droga.

Além disso, alguns anos depois, o último single dos Beatles (“Let It Be”) foi impedido de chegar ao topo das paradas do Reino Unido por conta do infame single de Marvin, “Wandering Star”.

Elvis Presley

Os Beatles consideravam Elvis Presley um ídolo, mas o sentimento de admiração foi mudando ao longo do tempo. Em uma mesa redonda com Paul e Ringo Starr, Harrison detalhou um dos seus encontros com Elvis de maneira negativa:

“Eu o encontrei no Madison Square Garden alguns anos antes do fim. Foi um pouco triste, na verdade, porque ele tinha todos aqueles cantores estridentes e trompetistas e essas coisas. Eu só queria dizer para ele: ‘Vista suas calças jeans, pegue seu violão e cante ‘That’s Alright With Me, Mama’ e dane-se todo o resto.”

Incomodado com o sucesso dos Beatles, Elvis certa vez disse ao então Richard Nixon que “os Beatles foram uma verdadeira força do espírito antiamericano” e tentou bani-los dos EUA, mas seu desejo não foi atendido e a relação entre eles ficou bastante estremecida.

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