CNJ apura transferência de R$ 2,8 bilhões do TJ-MA para o BRB

CNJ apura transferência de R$ 2,8 bilhões do TJ-MA para o BRB

O Conselho Nacional de (CNJ) instaurou procedimento para apurar a transferência de R$ 2,8 bilhões em depósitos judiciais do Tribunal de Justiça do (TJ-MA) para o Banco de Brasília (BRB). A medida foi autorizada pelo então da Corte, desembargador Froz Sobrinho, e passou a ser analisada pelo órgão de controle do diante de questionamentos internos e externos sobre a operação.

A migração dos recursos foi justificada pela presidência do TJ-MA como estratégia para ampliar a rentabilidade dos depósitos judiciais. Em reunião realizada no dia 28, Froz Sobrinho afirmou que o rendimento mensal teria passado de aproximadamente R$ 3 milhões, valor obtido anteriormente junto ao Banco do , para cerca de R$ 13 milhões após a aplicação no BRB.

As declarações ocorreram em meio a críticas de integrantes da Corte. Durante o encontro, o desembargador Paulo Sérgio Velten Pereira questionou a condução do processo, classificou a decisão como grave e destacou que a mudança não foi submetida ao colegiado. Ele também levantou preocupações sobre a da aplicação, considerando o contexto recente envolvendo o BRB.

O Banco de Brasília entrou na mira da Federal após tentativa de aquisição do , instituição que posteriormente foi liquidada pelo , em razão da identificação de possíveis irregularidades relacionadas à venda de carteiras de crédito. Esse histórico foi citado nas discussões internas como elemento de preocupação quanto à gestão dos depósitos judiciais.

Em resposta às críticas, Froz Sobrinho reiterou que a decisão foi tomada de forma individual e que assumia integralmente os riscos da aplicação. Segundo ele, os recursos provenientes dos rendimentos dos depósitos judiciais alimentam o Fundo Especial de Reaparelhamento e Modernização do Judiciário, utilizado para custear contratos, aquisição de equipamentos e pagamento de indenizações a magistrados e servidores.

A transferência foi formalizada em setembro do ano passado, a partir de contrato firmado em agosto de 2025, que concedeu ao BRB exclusividade na gestão de depósitos judiciais, administrativos, fianças, além de recursos destinados ao pagamento de precatórios e requisições de pequeno valor no âmbito do Judiciário maranhense.

Na ocasião, o BRB informou que passaria a administrar uma carteira de R$ 2,8 bilhões no Maranhão, dentro de sua estratégia de expansão nacional, destacando atuação semelhante em tribunais de outros estados. O banco também anunciou a utilização de plataforma digital própria para pagamento de alvarás, com uso de judicial.

Procurado, o Tribunal de Justiça do Maranhão não se manifestou sobre os questionamentos relacionados aos depósitos. Nesta quarta-feira, o TJ-MA elegeu a nova mesa diretora para o biênio 2026–2028, tendo como novo presidente o desembargador Ricardo Tadeu Bugarim Duailibe.

Fonte: Jornal Pequeno

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