Por que existe o Dia Mundial do Pão?
Comemorado em 16 de outubro, o Dia Mundial do Pão surgiu para celebrar um dos alimentos mais antigos e universais da história humana. A data foi criada pela União Internacional de Padeiros e Confeiteiros (UIB) e coincide com o Dia Mundial da Alimentação, instituído pela FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura). A ideia é simples : lembrar que o pão é símbolo de partilha e sustento em praticamente todas as culturas, do pão sírio ao francês, do integral ao de queijo. É o tipo de alimento que une tradições, cheiros e memórias pelo mundo afora.
Segundo o nutricionista Erival Amorim, o pão é uma importante fonte de energia, mas o consumo deve ser equilibrado.
“Quem tem diabetes, intolerância ou doença celíaca precisa de atenção redobrada. Já quem é saudável pode comer, desde que não exagere”, explicou.
O pão não é vilão, o exagero é
O pão é um alimento à base de carboidrato e carboidrato, vale lembrar, é o principal combustível do corpo. O problema surge quando ele aparece em todas as refeições, sem variação alimentar. A recomendação é alternar com outras fontes, como batata-doce, mandioca, aveia, cuscuz ou frutas amiláceas.
Para quem não tem restrições médicas, o segredo está nas quantidades e na qualidade do pão. O tipo integral, por exemplo, é rico em fibras, ajuda na saciedade e controla melhor os níveis de glicose no sangue.
Pão branco ou integral: qual é o melhor?
De acordo com Amorim, o pão integral leva vantagem.
“Ele é feito com farinha menos processada, mantém fibras e minerais. Já o pão branco tem índice glicêmico mais alto e pode aumentar a fome mais rápido”, explicou.
Mas nada de proibições radicais: um pão francês no café da manhã não é um problema, desde que o restante da dieta seja equilibrado. Ou seja, o perigo não está no pão em si e sim em transformar o pão no protagonista de todas as refeições.
Sem glúten, low carb… precisa mesmo?
Nos últimos anos, a onda dos “pães sem glúten” e “low carb” ganhou força. No entanto, segundo nutricionistas, essas versões só são necessárias para quem realmente tem restrição médica. Quem não é celíaco pode consumir pão tradicional sem culpa, focando mais na moderação e no balanceamento das refeições.
O que colocar ou evitar no seu pão
De nada adianta escolher um pão saudável e recheá-lo com frios ultraprocessados ou pastas açucaradas. Prefira combinações simples e nutritivas, como queijo branco, ovos mexidos, pasta de grão-de-bico ou abacate. Evite exagerar na manteiga e reduza o consumo de embutidos e geleias industrializadas.
Variedade é a melhor receita
O corpo precisa de diversidade. Alternar o pão com outros alimentos ricos em carboidratos e fibras é a melhor estratégia para evitar monotonia e carências nutricionais. Além disso, combinar o pão com proteínas e gorduras boas ajuda a controlar o apetite e equilibrar a glicemia.
Pão pode sim
No fim das contas, o pão não precisa sair do cardápio, nem no Dia Mundial do Pão, nem depois dele. O que faz diferença é o equilíbrio. Um pão integral pela manhã, dentro de uma alimentação variada, é totalmente compatível com uma vida saudável.
Como resume o nutricionista:
“O pão só faz mal quando é o único alimento que você come. O segredo está na quantidade, no tipo e na companhia.”
Esse conteúdo No Dia Mundial do Pão, nutricionistas explicam: comer pão todo dia faz mal? foi criado pelo site Fatos Desconhecidos.




