Responsabilidade socioambiental e união entre IA e criatividade humana geram reflexões no SXSW

Meses atrás, a Patagonia anunciou que 100% do lucro da empresa seria gerenciado por uma fundação voltada para ações ambientais. Esse posicionamento forte, traduzido em ações práticas da empresa, foi bastante abordado na palestra com Ryan Gellert, CEO da companhia.

Além de destacar que as marcas não só podem, como devem ser mais responsáveis com o planeta, ele sinalizou que há uma falsa dicotomia entre ser uma empresa lucrativa e ter responsabilidade socioambiental. 

Aliás, para ele não haveria nem mais escolha, uma vez que o de hoje exige que as empresas conciliem isso. Como mais um incentivo, ele falou que marcas engajadas inspiram consumidores, que voltam a consumir as mesmas marcas gerando mais receita.

Outro destaque do dia 12 veio de duas palestras que abordaram a questão da inteligência artificial e seu impacto no mercado de trabalho, especialmente relacionado com a criatividade. Tanto Brooke Hopper, Principal Designer da Adobe, quanto Kevin Kelly, um dos fundadores da Wired, apresentaram visões otimistas para o cenário.

A Brooke fez uma analogia com o surgimento da fotografia, quando pintores usavam câmera escura para trazer mais realismo às obras, e até lembrou que a fotografia por muitos anos não foi considerada como arte. Já Kevin falou do conceito de Artificial Smartness, com a inteligência artificial trazendo soluções e perspectivas diferentes com mais velocidade, possibilitando testar mais caminhos. 

Na opinião dos dois, seremos mais criativos e mais produtivos, já que sobraria mais tempo para refinar moodboards, ideias e ilustrações, por exemplo, pois uma parte desse trabalho poderá ser feito pela inteligência artificial.

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