Polilaminina: entenda a substância experimental que promete avanços em lesões medulares

Polilaminina: entenda a substância experimental que promete avanços em lesões medulares

A polilaminina tornou-se um dos assuntos mais comentados nas recentemente, impulsionada por vídeos de pacientes que recuperaram movimentos após tratamentos experimentais. A substância é um composto sintético derivado da laminina — uma proteína essencial já presente no , responsável pela organização dos tecidos e pelo crescimento celular. O projeto é liderado pela bióloga Tatiana Coelho Sampaio, da Universidade Federal do (UFRJ), e foca especificamente na regeneração de células nervosas em casos de trauma raquimedular.

O tratamento consiste na aplicação de uma dose injetável da substância, preparada a partir de proteínas extraídas da placenta humana, diretamente na área lesionada da medula espinhal.

A proposta científica é que a polilaminina atue como um estímulo para que os tecidos nervosos se regenerem, sendo o procedimento obrigatoriamente acompanhado por um protocolo rigoroso de fisioterapia.

Segundo a , a substância participa de processos biológicos fundamentais, o que justifica o interesse científico em seu potencial terapêutico.

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Apesar do entusiasmo gerado pelos relatos recentes, a pesquisa ainda se encontra em estágio inicial. Em janeiro, a Anvisa autorizou o início da fase 1 dos estudos clínicos, cujo objetivo principal é avaliar a segurança do método em seres humanos.

Nesta etapa, os pesquisadores monitoram possíveis riscos e efeitos adversos para determinar se o tratamento pode avançar para fases mais amplas.

Os critérios para participação nos testes atuais são restritos: pacientes entre 18 e 72 anos, com lesões na região torácica ocorridas há menos de 72 horas e com indicação cirúrgica.

Especialistas e órgãos de reforçam que, por enquanto, não se pode atribuir a melhora dos pacientes exclusivamente ao medicamento, uma vez que a eficácia real só será comprovada em etapas futuras do .

Os resultados observados em laboratório e em pequenos grupos iniciais foram positivos o suficiente para garantir a continuidade da pesquisa, mas a validação final dependerá da análise criteriosa dos dados coletados durante os testes clínicos autorizados.

Fonte: O Imparcial

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