“O Carnaval é negro”: Larissa Luz reflete sobre a história da folia como expressão política

Anualmente, a comunidade negra precisa apontar a invisibilidade das pessoas negras no Carnaval, seja pela falta de pessoas negras à frente das escolas de samba, o cancelamento dos blocos afros, entre outros debates necessários.

Em entrevista para a rádio Bahia FM, a cantora e apresentadora Larissa Luz, abordou esse tema do Carnaval. “Parece redundante a gente falar da negra dentro do Carnaval. O Carnaval é negro. O Carnaval é o Ijexá, é o samba reggae, são os blocos afros. O pagode é negro, o axé é negro, até o nome é axé”, inicia a reflexão publicada pela artista no Instagram.

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“Salvador é uma cidade muito negra, é a cidade mais negra fora da África. Mas mesmo tendo todos esses sinais, esses signos evidentes na nossa mente, o protagonismo negro não é um fato, não é uma realidade, não é o povo preto que ganha a maior parte, a maior fatia, que tá sempre nos holofotes”. E completa: “O Carnaval é uma festa política, sempre foi. Extremamente política. As pessoas saíam na rua para contestar, pra falar de reivindicações sérias, né? Até os enredos das escolas de samba, eles trazem manifestações. [O bloco] Mudança do Garcia é extremamente política. Isso está no nosso DNA cultural”.

Para finalizar, Larissa também já encara as críticas feitas por quem ainda não entende a importância desse debate. “Falar da diversidade negra e dessas diversidades rítmicas dentro do Carnaval é a minha forma de exercer política dentro da folia. Não é uma briga. Eu acho que as pessoas às vezes até colocam isso um pouco como um embate. Não é um embate, é o justo. É a reivindicação do justo”, afirma.

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