Nova etapa do Desenrola foca em dívidas de até R$ 5 mil

A próxima etapa do Desenrola, programa de renegociações de dívidas, vai abranger a chamada faixa 1, pessoas com rendas de até dois salários mínimos e dívidas de até R$ 5 mil, e só poderá participar quem estiver cadastrado na conta gov.br — identificação federal que comprova em meios digitais que você é você.

Essa fase ainda não tem data confirmada para ter início, mas a promessa inicial do governo era no mês de setembro.

Inclusive, o prazo para adesão de empresas que têm dívidas a receber no programa, tais como bancos, varejistas, companhias de água e saneamento, distribuidoras de eletricidade, entre outras, terminou na última terça-feira (12).

A conta gov.br é gratuita e também foi destaque na temporada de Imposto de Renda 2023 com a declaração pré-preenchida, mas muitas pessoas ainda têm dúvidas de como ela funciona, para que serve e como criá-la.  Confira:

A faixa 1 atende quem?

Com foco na população de baixa renda, a Faixa 1 vai atender pessoas físicas com renda mensal igual ou inferior a dois salários mínimos ou inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e com dívidas de até R$ 5 mil.

A conta gov.br é obrigatória?

Quem está na faixa 1 só poderá aderir ao “Desenrola Brasil” pela plataforma digital gov.br, com certificados prata ou ouro (onde as pessoas poderão escolher o agente financeiro, as dívidas para renegociação e a forma de parcelamento).

O que é a conta gov.br?

A conta gov.br é a conta que permite que a população tenha acesso aos serviços públicos pelo formato . A conta garante a identificação de cada cidadão que entra nos serviços digitais do governo.

Ela é uma aposta recente do Governo Federal para facilitar a identificação e a autenticação do cidadão, priorizando a segurança dos dados e o controle de acesso unificado.

O ambiente promove autenticação digital única do usuário aos serviços públicos digitais — com um único usuário e senha é possível utilizar tudo o que já estiver integrado à conta gov.br.

Além do Imposto de Renda e Desenrola, você pode usar a sua conta gov.br para acessar serviços do SUS, inscrever-se no ENEM, consultar sua CNH ou Carteira de Trabalho digital, simular aposentadoria no Meu INSS, e outros serviços.

Como fazer a conta?

Passo 1: Acesse o site

Passo 2: Escolha a opção de cadastro

  • Validação Facial no App Meu gov.br
  • Bancos Credenciados
  • Internet Banking
  • Número de CPF
  • Certificado digital
  • Certificado digital em nuvem

Passo 3: Cadastre-se

Quais as regras da faixa 1?

As renegociações da faixa 1 valem para:

  • dívidas de até R$ 5 mil e de serviços, além de financeiras, como conta de luz;
  • dívidas ativas feitas entre 1º de janeiro de 2019 e 31 de dezembro de 2022;
  • dívidas do empréstimo consignado;

As instituições que renegociarem dívidas próprias na Faixa 2 deverão também recepcionar pedidos de renegociação da Faixa 1.

Vale lembrar que se após a renegociação o consumidor ficar inadimplente, poderá voltar a ter o nome “sujo”.

Quais dívidas não podem ser renegociadas nesta etapa?

Nesta faixa, não serão renegociadas as dívidas dos seguintes tipos:

  • possuam garantia real;
  • e as que sejam relativas a: crédito rural; financiamento imobiliário; e operações com funding ou risco de terceiros.

Quais as condições de pagamento dessa etapa?

Condições de pagamento da faixa 1:

  • taxa de juros de, no máximo, 1,99% ao mês;
  • carência de, no mínimo, 30 dias e, no máximo, 59 dias, a depender da data de contratação da nova operação de crédito e do vencimento da primeira parcela;
  •  prazo mínimo de 2 meses e máximo de 60 meses para pagamento das operações;
  • parcela mínima de R$ 50,00 (cinquenta reais);
  • pagamento das parcelas poderá ser feito por débito, Pix ou boleto bancário; e
  • sistema de amortização será o Price.

Qual o estímulo do Tesouro Nacional para a faixa 1?

Segundo Haddad, o governo prevê desembolsar R$ 7,5 bilhões em recursos do Tesouro Nacional para dar garantia às renegociações de dívidas do programa Desenrola para faixa 1.

Esse estímulo deve gerar “cancelamento de dívidas da ordem de R$ 30 bilhões para a baixa renda”, considerando dívidas de R$ 5 mil e renda mensal de até dois salários mínimos.

Esses valores [mencionados acima] não incluem a faixa 2, que vai funcionar com “o banco fazendo a negociação com base no estímulo [de R$ 50 bi]”.

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