Ministério Público dá 5 dias para Prefeitura de São Luís responder sobre TAC do transporte coletivo

Ministério Público dá 5 dias para Prefeitura de São Luís responder sobre TAC do transporte coletivo

O do (MPMA), por meio da 1ª Promotoria de Especializada na Defesa do Consumidor de , enviou nesta segunda-feira (2) um ofício ao prefeito Eduardo Braide solicitando que o Município se manifeste, no prazo de cinco dias corridos, sobre o interesse em celebrar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). O objetivo é recompor a regularidade, a continuidade e a adequação do serviço de coletivo urbano na capital.

A manifestação foi assinada pela promotora de justiça Alineide Martins Rabelo Costa, titular da 1ª Promotoria do Consumidor.

A iniciativa ocorre em meio à do sistema provocada pela greve dos rodoviários, que tem afetado milhares de usuários. No despacho que fundamenta o pedido, a Promotoria ressalta que a crise do transporte público em São Luís não é pontual, mas sim estrutural.

O documento aponta falhas recorrentes na gestão do sistema, baixa transparência, instabilidade regulatória e risco concreto à continuidade do serviço, considerado essencial para a população.

De acordo com a promotora, o procedimento instaurado no Ministério Público foi motivado por denúncias de cidadãos, que relatam irregularidades como frota precária — com veículos antigos, sem manutenção adequada, com problemas ânicos e ausência de ar-condicionado — além de superlotação, com circulando acima da capacidade permitida, comprometendo e conforto, especialmente para idosos e pessoas com deficiência.

Também foram relatadas deficiências na , como falta de sinalização e ausência de abrigos adequados nos pontos de ônibus.

Solução

Segundo o MPMA, a resolução do problema exige medidas efetivas que resultem em melhorias reais na gestão e na prestação do serviço. O despacho também registra que, em prazos anteriores, não houve resposta satisfatória por parte da administração municipal, o que reforça a necessidade de um TAC como instrumento de composição.

O Ministério Público alerta que, caso o Município não se manifeste dentro do prazo estabelecido, outras providências institucionais poderão ser adotadas.

Equilíbrio do contrato

No documento, o MPMA também destaca a importância de preservar o equilíbrio econômico-financeiro do contrato. O Sindicato das Empresas de Transporte (SET) argumenta que a Prefeitura tem negligenciado a anualidade do reajuste da tarifa de remuneração, o que comprometeria a sustentabilidade do sistema em seus “pilares econômicos e financeiros”.

A manifestação ministerial aponta ainda que decisões administrativas influenciaram diretamente a política de mobilidade, como a utilização de recursos públicos em soluções emergenciais, em vez de investimentos no transporte regular.

Para o MPMA, o TAC é o instrumento mais adequado para tratar o conflito, exigindo diálogo qualificado entre os envolvidos.

“A situação impõe a intensificação do diálogo institucional entre o Ministério Público do Maranhão, o Município de São Luís, a SMTT, as empresas concessionárias do transporte coletivo e o Tribunal de Contas do Estado, com vistas à discussão qualificada acerca do efetivo cumprimento da concessão pública firmada”, sugeriu a promotora Alineide Martins.

*Fonte: MPMA

Fonte: O Imparcial

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