Maranhão confirma casos de Monkeypox em agosto

Nos dias 10 e 12 de agosto de 2022 foram confirmados dois casos Monkeypox no Maranhão: Um homem de 42 anos sem histórico de viagens, e outro de 38 que viajou para Belo Horizonte.

O estado segue com as ações de vigilância e monitoramento de casos suspeitos. Até o dia 17 o estado já havia notificado 28 casos suspeitos, sendo que 19 seguem investigados e 7 foram descartados.

Mas afinal de contas, que doença é essa?

O médico patologista e professor do curso de Medicina da Faculdade Pitágoras, Raimundo Nonato, explica que a varíola foi erradicada na década de 1980 depois de uma grande campanha internacional de vacinação promovida pela Organização Mundial da (OMS).

“Antigamente, diante do surto de varíola, como não havia cura, a recomendação era esperar o organismo do paciente reagir e combater o vírus. Havia dois tipos de varíola: a varíola major, tipo mais radical da doença, que levava 30% dos doentes a óbito; e a varíola minor, um tipo mais leve que levava a óbito apenas 1% dos doentes”, menciona.

Como a doença foi erradicada, o Brasil não oferece mais a vacina em seu calendário do SUS desde 1970. Mas, quem tomou a dose naquela época ainda tem algum tipo de proteção contra a .

A vacinação contra a varíola tradicional Como a doença foi erradicada, o Brasil não oferece mais a vacina em seu calendário do SUS desde 1970. Mas, quem tomou a dose naquela época ainda tem algum tipo de proteção contra a Varíola dos Macacos.

A vacinação contra a varíola tradicional é eficaz também para a varíola dos macacos.

No entanto, o especialista alerta para o fato de que pessoas com 50 anos ou menos podem estar mais suscetíveis, já que as campanhas de vacinação contra a varíola foram interrompidas pelo mundo quando a doença foi erradicada em 1980.

A Varíola dos Macacos é uma zoonose silvestre viral (transmitida aos seres humanos a partir dos animais), causada pelo vírus monkeypox, que pertence ao gênero Orthopoxvirus, e foi observada inicialmente em macacos em um laboratório em 1958, na Dinamarca.

Os sintomas da varíola do macaco

Os sintomas da Varíola dos Macacos são semelhantes aos da Varíola, mas com menor gravidade: febre, dores de cabeça, musculares e nas costas, linfonodos inchados, calafrios e exaustão, além de lesões na pele que se desenvolvem primeiramente no rosto e depois se espalham para o corpo.

“Essas lesões se assemelham à catapora ou à sífilis até formarem uma espécie de crosta, que depois cai”, alerta Nonato. A transmissão da doença se dá a partir do contato com lesões, fluidos corporais, gotículas respiratórias e objetos e materiais contaminados, como roupas de cama.

Transmissão do vírus entre os humanos

A transmissão entre humanos ocorre principalmente por meio de contato pessoal com secreções respiratórias, lesões de pele de pessoas infectadas ou objetos recentemente contaminados.

A erupção geralmente se desenvolve pelo rosto e depois se espalha para outras partes do corpo, incluindo os órgãos genitais. Os casos recentemente detectados apresentaram uma preponderância de lesões na área genital.

A erupção cutânea passa por diferentes estágios e pode se parecer com varicela ou sífilis, antes de finalmente formar uma crosta, que depois cai.

Quando a crosta desaparece, a transmissão é interrompida. A diferença na aparência com a varicela ou com a sífilis é a evolução uniforme das lesões.

A transmissão via gotículas respiratórias usualmente requer contato mais próximo entre o paciente infectado e outras pessoas, o que torna trabalhadores da saúde, membros da família e outros contactantes pessoas com maior risco de contaminação.

O vírus também pode infectar as pessoas por meio de fluídos corporais.

Quais cuidados tomar diante do aumento de casos

Ao identificar os sintomas, a pessoa deve procurar o atendimento do profissional de saúde na unidade básica do SUS, próxima à sua residência. A principal forma de proteção é evitar contato direto com pessoas contaminadas. Assim, pessoas com o diagnóstico confirmado de varíola dos macacos precisam cumprir o distanciamento social até a melhora das lesões de pele, além de realizar a separação da roupa de uso individual no momento da higienização.

“Destaco que a principal forma de transmissão ocorre através do contato pele a pele, pessoal, ou através do contato com objetos pessoais de um paciente que está infectado com a varíola dos macacos” afirma o patologista.

Na Rede Estadual de Saúde, a porta de entrada para os casos suspeitos da varíola do macaco são as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e a unidade referência para internação é o Hospital da Ilha.

Embora não haja tratamento específico para o vírus da varíola do macaco, o tratamento do paciente é feito de acordo com o nível de acometimento das lesões e dos sintomas, por meio de medicamentos.

No Brasil

No Brasil, já são mais de 4 mil casos confirmados. São Paulo e Rio de Janeiro são os estados com maior registro de casos confirmados, com 2.640 e 508 respectivamente. Até então, felizmente, há 1 registro de morte. Um homem de 41 anos foi vítima da doença.

De acordo com o Ministério da Saúde, a vacinação em massa não é preconizada em países não endêmicos para a enfermidade, como é o caso do Brasil. A recomendação, até o momento, é que sejam imunizadas pessoas que tiveram contato com casos suspeitos e profissionais de saúde com alto risco ocupacional diante da exposição ao vírus.

Em nota, o Ministério da Saúde ainda destaca que as negociações para a compra de imunizantes estão sendo feitas de forma global com o fabricante para ampliar o acesso ao imunizante para os países onde há casos confirmados da doença.

Fonte: oimparcial.com.br

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