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Temendo pela segurança da família, ativista pró-Navalny foge para os EUA

Receoso pela segurança de sua família, um ativista russo ligado ao líder da oposição Aleksei Navalny fugiu para os Estados Unidos. De acordo com a Radio Free Europe (RFE), Anton Deinega vinha correndo riscos após ter participado, em janeiro deste ano, de manifestações pela liberdade do principal crítico do Kremlin, quando chegou a ser detido.

Deinega e seus familiares deixaram a cidade portuária russa de Novorossiisk, no Mar Negro, para buscar refúgio nos EUA, onde chegaram nesta segunda-feira (13). Ele contou que já pediu asilo político às autoridades norte-americanas, que agora irão verificar se o expatriado enfrentou ameaças ou perseguição em sua terra natal.

O ativista contou que foi preso em um ato pró-Navalny não sancionado em janeiro, onde foi agredido pela polícia. Depois de organizar um relatório dos danos físicos que sofreu, Deinega foi convocado por uma divisão policial que lida com casos de extremismo para um interrogatório, onde foi alertado sobre as possíveis consequências de participar de atividades consideradas radicais.

imagem15-09-2021-02-09-55Protesto contra a prisão do político de oposição e ativista Alexei Navalny, preso pelas autoridades após seu retorno à Rússia. São Petersburgo, janeiro de 2021 (Foto: Bestalex/Wikimedia Commons)

Deinega também revelou que teve a frase “Vão embora, escória!” pintada no portão de sua casa, o que aumentou a apreensão pela segurança de sua família.O ativista contou que fez registro uma ocorrência policial sobre o incidente, mas que as autoridades não realizaram uma investigação sobre o ato de vandalismo em sua residência.

“No dia 19 de agosto, a FSB (Agência de Segurança Federal da Rússia, da sigla em inglês) me convocou e avisou que eles têm material suficiente para lançar uma investigação contra mim sob qualquer acusação. Decidi não arriscar, e no início de setembro emigrei”, disse Deinega.Deinega agora soma-se a outros partidários de Navalny que deixaram o país natal em consequência da repressão do Estado, entre eles Ivan Pavlov, ex-diretor da FBK (Fundação Anticorrupção) de Navalny e advogado de direitos humanos; Kira Yarmysh, porta-voz do político que foi para a Finlândia; e a condenada a prisão domiciliar Lyubov Sobol, importante aliada do oposicionista que reapareceu após especulações sobre sua fuga.

A poucos dias das eleições, que em 19 de setembro definirão os membros da câmara baixa do parlamento russo, a Duma, outros vários ativistas da oposição, defensores de direitos e jornalistas independentes deixaram a Rússia. Eles alegam pressão ou ameaças.

Por que isso importa?

Alexei Navalny é o principal crítico do governo Putin. Ele está preso desde janeiro, quando retornou da Alemanha após cinco meses de recuperação médica.

Em fevereiro, um tribunal o condenou a dois anos e meio de prisão por violar uma sentença suspensa de 2014, quando foi acusado de fraude. Promotores alegaram que ele não se apresentou regularmente à polícia em 2020, justamente no período em que estava em coma pela dose tóxica.

Fonte: areferencia.com/

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