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Empatia social – Um olhar sobre o valor da humanidade compartilhada

Quando buscamos entender o real sentido dos valores sociais parece algo difícil de explicar. Em tempos de isolamento social e quarentena, costumamos buscar soluções de sobrevivência a qualquer custo e pensar primeiramente em nossas necessidades e bem-estar.

E o que está em jogo?

Eu acredito que a pandemia levou a sociedade experimentar novos comportamentos, ao mesmo tempo repensar atitudes e questionar o modelo social que estabelecemos até agora. É um fenômeno social coletivo que demonstra a vulnerabilidade humana e as enormes diferenças entre pessoas de diferentes classes sociais.

Neste sentido, a superação da doença está absolutamente relacionada às condições econômicas e à capacidade do país de garantir sua recuperação e prevenção.

No Brasil, observamos que o vírus tem a capacidade de acelerar a disseminação e provar que pode causar o colapso do sistema de saúde em um curto período de tempo. Não é difícil perceber que, o sistema de saúde é feito para atender parte da população e a lógica é colocar o debate financeiro acima da proteção de vidas.

Se houvesse um debate aprofundado na sociedade e no poder público sobre suas competências sociais, haveria um entendimento claro sobre quais comportamentos apropriados para circunstâncias e assim melhorar o Sistema Único de Saúde (SUS) e ter a visão como benefício universal. Se olharmos bem, a tragédia no Brasil poderia ser melhor evitada com um esforço no sentido de adequar as competências sociais necessárias à situação.

Mas, afinal como compreender melhor a competência e empatia social e qual meu papel?

Segundo uma pesquisa da Universidade Estadual de Michigan, nos Estados Unidos, o Brasil não é dos países mais empáticos do mundo. Sim, somos conhecidos pela alegria e pela hospitalidade, mas quando falamos em se colocar no lugar do outro e tentar entender o que ele sente, ainda estamos muito longe do ideal.

A empatia em termos simples é a habilidade de se colocar no lugar do outro. Quando você assume a perspectiva do outro, sobretudo quando as pessoas têm valores diferentes dos nossos, é fundamental para viver em um mundo culturalmente diverso.

A competência social é a maneira como o indivíduo interage com os eventos de vida, capaz de acreditar em suas potencialidades, é um ser empático em demonstrar sentimentos e trocas positivas e ter respeito pelos direitos humanos socialmente estabelecidos.

Por que nos colocamos no lugar do outro?

Voltamos a uma visão política. Um governo baseado em uma perspectiva de estado mínimo, onde suas competências sociais são condicionadas a grandes sistemas financeiros têm a lógica de que a redução de recursos é um fato e também a falta de planejamento quanto à importância social. Se este conceito de política não for superado, não poderá haver sociedade melhor como ficou claro com a produção desta tragédia de milhões de vidas perdidas pela pandemia.

Então assumir este papel social é também um ato de resistência contra o negacionismo estruturado.

O desafio do vírus é saber qual sociedade poderemos construir. Uma sociedade completamente diferente da sociedade que surgiu antes da pandemia, ou seja, uma sociedade baseada em outra lógica econômica, outro modelo de organização social e política.

Unidade e a empatia são formas de enxergamos no outro uma humanidade compartilhada, sentimentos que também temos e que são aplicados em situações completamente diferentes. Por reconhecermos nós mesmos no próximo.

Mas não sejamos ingênuos. A empatia não é para todos os problemas do mundo, nem para todas as lutas que enfrentamos em nossas vidas.  A maneira mais eficaz de promover mudanças sociais não está nos meio da política ou leis, mas no modo como as pessoas se tratam umas às outras num plano individual. Isso sim é transformar a realidade!

Diego Barbosa
Colunista do Portal
diego@slz7.com

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