Hospital Socorrão II não tem insumos básicos e paciente idosa corre risco de vida

Pacientes do Hospital Clementino Moura (Socorrão 2), em , estão passando por dificuldades por causa da falta de insumos na unidade. A idosa Maria do Espírito Santo Nunes, de 82 anos, tem diabetes, fraturou o fêmur e aguarda há mais de uma semana uma cirurgia por causa da fila e pela falta de insumos básicos.

A dona de casa Daniele Nunes, filha de Maria do Espírito Santo, disse que não há prótese de platina na unidade hospitalar para realizar o procedimento. A mãe de Daniele está internada desde o 21 de fevereiro quando deu entrada, e teve que ficar dois dias na internação porque não tinha leito disponível.

“O tempo está passando e fica cada vez mais difícil. Tem pessoas que estão lá [hospital] há um mês, dois meses. Ela [Maria Nunes] é idosa, tem diversos problemas e está aqui sofrendo enquanto aguarda pela cirurgia”, desabafa Daniele.

Apesar de ser uma unidade referência em procedimentos ortopédicos, falta o básico, os próprios funcionários confirmam a falta de material.

“Vira e mexe o hospital não tem insumos, não tem algodão, não tem esparadrapo, não tem medicamento. É complicado. Tem pacientes aguardando para cirurgia e não tem material. Tem gente precisando com urgência e não pode ter por que não tem como fazer”, disse uma funcionária que não quis se identificar.

Maria do Espírito Santo, foi diagnosticada há 16 anos com hepatite B e convive há 18 anos com uma doença crônica que atinge a mucosa do intestino grosso. Segundo a filha da paciente, desde que deu entrada na unidade hospitalar a idosa vem sendo medicada apenas com Dipirona, para amenizar as fortes dores.

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde disse que não há falta de insumos para execução do procedimento e que a paciente segue internada recebendo a devida assistência médica, enquanto aguarda pela liberação do leito de UTI. No entanto, a nota não explica a razão da demora para o procedimento da idosa.

Outros problemas

Na noite do último domingo (25), pelo menos 50 pacientes da enfermaria do Socorrão 2 precisaram ser transferidos após um princípio de incêndio. Daniele relatou que durante o momento Dona Maria não precisou ser transferida. No entanto, devido ao susto ficou com a pressão arterial elevada.

“Todos ficaram assustados. Houve pessoas de leitos próximos que tiveram que ser transferidas devido a fumaça. Minha mãe e as pacientes que estão com ela ficaram com a pressão arterial elevada devido ao medo”, contou Daniele.

No dia 12, várias salas ficaram inundadas após o teto ser comprometido devido às fortes chuvas. Devido aos diversos problemas de infraestrutura que o hospital vem enfrentando, o hospital São Luiz passou a receber os atendimentos de urgência e emergência 24 horas do Socorrão 2. A mudança entrou em vigor às 20h, da última sexta-feira (23), por determinação da Prefeitura de São Luís.

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