Em pesquisa com eleitores indecisos no Datafolha, Bolsonaro é o pior do debate, e Tebet, a melhor

A candidata Simone Tebet (MDB) foi a mais bem avaliada, enquanto Jair Bolsonaro (PL) foi considerado aquele com o pior desempenho no primeiro debate presidencial, mostra pesquisa qualitativa realizada pelo Datafolha com eleitores indecisos ou que pretendem votar em branco ou anular em outubro.

Com críticas a corrupção nos governos de Jair Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Tebet, quarta colocada na intenção de votos da última pesquisa Datafolha, teve o melhor desempenho para a maior parte dos entrevistados.

Bolsonaro foi quem se saiu pior para cerca de metade dos participantes. Em segundo lugar, com menos da metade do percentual de Bolsonaro, aparece Lula.

Na classificação de melhor desempenho, depois de Tebet, ficou Ciro Gomes, com pouco mais da metade do percentual alcançado pela emedebista, enquanto Bolsonaro e Lula apareceram empatados na sequência, e d'Avila e Thronicke foram os últimos a serem mencionados.

A pesquisa qualitativa do Datafolha ouviu 64 pessoas, que foram separadas em três salas virtuais enquanto assistiam ao debate. Elas analisaram a performance dos candidatos nos três blocos e, ao fim, elegeram quem se saiu melhor e pior.

Os eleitores também foram questionados se mudaram de opinião sobre o voto, e 67% responderam que sim. Para 80%, o debate foi considerado muito importante na definição do voto.

Segundo a última pesquisa Datafolha, realizada de 16 a 18 de agosto, 6% dos eleitores têm intenção de votar em branco ou nulo em outubro e 2% ainda não sabem em quem votar.

A pesquisa deste domingo não é representativa da população brasileira e visa mostrar a percepção de eleitores indecisos sobre seu voto ou que pretendem votar em branco ou nulo em outubro.

A metodologia reuniu cerca de 30 eleitores não convictos dos três presidenciáveis mais bem posicionados nas pesquisas. São eleitores de Lula (PT), de Jair Bolsonaro (PL) e de Ciro Gomes (PDT). Além disso, foram incluídos indecisos de outros candidatos e cerca de 20 pessoas que pretendem votar branco ou nulo.

A amostra agregou homens e mulheres de 22 a 69 anos, moradores de todas as regiões, escolaridade variada, de ensino fundamental a superior e renda familiar mensal entre dois e 10 salários mínimos. Havia eleitores assalariados, autônomos, profissionais liberais, funcionários públicos, desempregados e estudantes.

No primeiro bloco, quando candidatos responderam a uma pergunta sobre programas de governo e participaram de uma rodada de confrontos, Jair Bolsonaro teve a pior avaliação para os participantes. Durante o bloco, ele questionou Lula sobre corrupção, enquanto o petista o criticou pelo “abandono da educação” em seu governo.

Ciro Gomes e Tebet tiveram o melhor desempenho entre eleitores no primeiro bloco.

O pedetista criticou o PT ao dizer que os problemas econômicos não começaram no governo Bolsonaro e atacou duramente o presidente sobre suas recentes falas em relação à fome no Brasil. Na semana passada, o mandatário questionou dados sobre o tema e disse que não havia “fome para valer” no país.

Tebet, por sua vez, afirmou que decretaria calamidade para criar crédito extraordinário para a saúde, a fim de atender a pacientes que permanecem com sequelas da Covid-19. “Rico não pode ter tratamento de saúde de excelência enquanto o pobre morre nos hospitais”, afirmou.

Disse, ainda, que implementaria um programa de poupança para estudantes de R$ 5 mil anuais.

No segundo bloco, Tebet manteve a posição de melhor avaliada entre os indecisos e com intenção de votar em branco. Foi seguida de Ciro Gomes. Bolsonaro foi apontado com o candidato com o pior desempenho para metade dos entrevistados.

No segundo bloco, ele ofendeu a jornalista Vera Magalhães, da TV , ao afirmar que ela era uma “vergonha para o jornalismo brasileiro”. Por vários minutos, foi criticado por Tebet e Soraya por sua postura machista.

Tebet aproveitou para levantar propostas paridade salarial entre homens e mulheres e dizer que foi ameaçada durante a CPI da Covid quando investigava a omissão do governo durante a pandemia.

Ela e o pedetista foram os mais bem avaliados nas suas respostas, com mais de dois terços de avaliações de ótimo e bom. Cerca de metade dos participantes consideraram a resposta de Lula como ótima e boa no segundo bloco.

No terceiro e último bloco, houve confronto direto entre os candidatos, com uma rodada de pergunta, resposta e tréplica, além de uma pergunta para cada um deles sobre o respectivo programa de governo.

“Houve corrupção e tentativa de comprar vacinas superfaturadas”, disse Tebet referindo-se ao caso da Covaxin, ao responder Lula, que a questionou sobre a CPI da Covid. Na mesma resposta, ela destacou a corrupção do governo do petista, na tentativa de relacionar a corrupção aos mais bem posicionados.

Fonte: folha.uol.com.br

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