Chefe de direitos humanos da ONU alerta para “carnificina em Rafah”

O alto comissário da Organização das Nações Unidas (ONU) para os Direitos Humanos, Volker Turk, alertou que uma potencial incursão militar israelense em Rafah, na Faixa de Gaza, “é aterrorizante”. Turk alertou sobre uma eventual “carnificina”, dada a perspectiva de que “um número extremamente elevado de civis, sobretudo crianças e mulheres, provavelmente será morto e ferido”.

Devido ao conflito entre Israel e o grupo extremista Hamas, quase 1,5 milhão de pessoas estão amontoadas na cidade de Rafah, no sul de Gaza, sem ter para onde fugir. “Dada a carnificina ocorrida até agora em Gaza, é totalmente imaginável o que aconteceria em Rafah”, completou.

De acordo com o chefe de Direitos Humanos, “para além da dor e do sofrimento das bombas e das balas, esta incursão em Rafah também pode significar o fim da escassa ajuda humanitária”, que tem entrado e sido distribuída com enormes implicações para toda Gaza, incluindo as milhares de pessoas que correm grave risco de fome no norte.

Turk acrescentou ainda que a perspectiva de tal operação em Rafah, dadas as circunstâncias, corre o risco de gerar “mais crimes atrozes”. Ele apela a Israel que cumpra as ordens juridicamente vinculantes emitidas pela Corte Internacional de . Para Turk, aqueles que desafiam o direito internacional devem ser responsabilizados.

“Pânico e ansiedade”

Também nesta segunda-feira, o comissário-geral da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados Palestinos, Unrwa, relatou que há um “profundo sentimento de pânico e ansiedade” em relação ao possível desenrolar de uma operação militar israelense em Rafah.

Em conversa com jornalistas em Bruxelas, Philippe Lazzarini afirmou que neste conflito “o preço que a população civil pagou é imensurável”.

Em apenas quatro meses, cerca de 5% da população total do enclave “morreu, foi ferida ou está desaparecida”, disse ele. Além disso, 17 mil crianças estão separadas de seus pais, segundo dados do Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef.

Com informações da ONU News.

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