Caso Marielle repercute na Assembleia e Câmara

A prisão dos suspeitos envolvidos na morte da vereadora Marielle Franco (PSOL/RJ) e de seu motorista Anderson Gomes, assassinados por criminosos, na noite do dia 14 de março de 2018, no Centro do Rio de Janeiro, repercutiu nas tribunas da Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão e na Câmara Municipal de Vereadores de São Luís.

Na sessão plenária desta terça-feira (26) da Assembleia Legislativa, o deputado estadual Carlos Lula, (PSB), destacou em seu pronunciamento, o desdobramento da captura dos acusados no trágico episódio que ceifou a vida Marielle Franco. O parlamentar ressaltou que a Polícia Federal efetuou a detenção dos irmãos Domingos Brazão, membro do Tribunal de Contas do Estado (TCE/RJ), e Chiquinho Brazão, deputado federal pelo partido União Brasil (RJ). Ambos foram acusados de orquestrarem o mencionado crime. Lula também lembrou a participação do ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Rivaldo Barbosa, que também foi preso sob suspeita de ser o cérebro por trás do assassinato.

“A reflexão que se fazia, há muitos anos, da existência de um poder paralelo no estado do Rio é falsa. Não há poder paralelo a comandar o Rio, há poder estatal. Polícia e ali estavam misturados da pior forma”, destacou Carlos Lula em tom de alerta.

O parlamentar parabenizou o Governo Federal, a Polícia Federal, o ex-ministro Flávio Dino e o atual ministro Ricardo Lewandowski, que não mediram esforços com o apoio do Ministério da Justiça para a elucidação do caso que se arrastou por anos sem uma solução. Carlos Lula enfatizou a necessidade de fortalecer as instituições não apenas no Rio de Janeiro, mas, também, no Maranhão, mencionando a importância de autonomia para a polícia e o Ministério Público.

“Precisamos fortalecer o Ministério Público para que ele não precise sucumbir à nossa política do dia a dia. É preciso reforçar os aparelhos de segurança pública para ter a autonomia necessária para, em casos de homicídios ou de ocorrência de crimes, não precisar sucumbir à força de quem supostamente manda”, reforçou o parlamentar.

O deputado também destacou a gravidade da situação das milícias cariocas, apontando sua influência sobre territórios e até mesmo sobre o governo local. Em sua reflexão, Lula trouxe a questão para o Maranhão, e ressaltou a necessidade de fortalecer as instituições, especialmente a polícia e demais órgãos de justiça, para que possam agir de forma independente e eficaz contra o crime organizado e garantir a segurança pública. Ou seja, para ele, isso implica não apenas em recursos materiais, mas também em autonomia institucional para lidar com crimes sem ceder à pressão de grupos poderosos.

Para vereador, “todas as vidas importam”

Já na Câmara de Vereadores de São Luís, o caso Marielle Franco foi tema do pronunciamento do vereador Marquinhos (PSC), durante sessão de segunda-feira (25). O parlamentar também  destacou as investigações que chegaram aos autores do assassinato da vereadora Marielle Franco e seu motorista, Anderson Gomes.

Em um pronunciamento repleto de reflexões, o vereador Marquinhos expressou profundo pesar em relação ao caso de Marielle Franco, enfatizando que toda e qualquer forma de violência merece repúdio e atenção, pois “todas as vidas importam”. Ele recordou o momento em que a mídia e setores políticos buscaram associar o caso ao ex-presidente Jair Bolsonaro, destacando que a verdade acabou por prevalecer e inocentar o ex-presidente de qualquer envolvimento.

Marquinhos ressaltou a importância de reconhecer a relevância de todas as vidas perdidas para a violência, mencionando não só a da vereadora Marielle e de seu motorista, mas também de outros indivíduos que sofrem brutalidades semelhantes, muitas vezes sem receber a mesma atenção midiática ou resposta das autoridades. Ele apontou a sensação de impunidade como um fator que perpetua esses crimes e expressou preocupação com a falta de justiça para tantas outras vítimas, cujas histórias permanecem desconhecidas.

O vereador expressou esperança de que a comoção gerada pela morte de Marielle Franco se estenda a todas as vítimas de violência, especialmente aqueles nas periferias das grandes cidades, onde a brutalidade muitas vezes passa despercebida. Ao finalizar suas palavras, Marquinhos reforçou a necessidade de defender não apenas a memória de Marielle, mas também de todas as pessoas que perderam suas vidas de forma injusta e violenta, clamando por justiça e por um país mais seguro e igualitário.

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