Nesta quinta-feira (8), na decisão que autorizou a Operação Tempus Veritatis, conduzida pela , o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ressalta um trecho de um relatório policial que sugere que o ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu de um assessor direto uma minuta de decreto “para executar um golpe de Estado”.

Além disso, o relatório mencionado por Moraes aponta reuniões entre militares de alta patente, tanto da ativa quanto da reserva, com o propósito de discutir aspectos operacionais relacionados ao golpe.

A PF também indica encontros no Palácio da Alvorada, com a presença de Bolsonaro, nos quais a adesão de militares a um plano de golpe teria sido discutida.

No total, a PF identifica seis núcleos que estiveram envolvidos na tentativa de golpe de Estado e no ataque ao Estado Democrático de Direito: desinformação e ataques ao sistema eleitoral; incitação ao golpe entre militares; atuação jurídica; coordenação de ações de apoio operacional; inteligência paralela; e oficiais de alta patente que legitimavam todas as ações.