Bolsa fecha em alta de 1,1% com prévia da inflação abaixo do esperado

O Ibovespa, principal índice da bolsa de valores brasileira, fechou em alta de 1,15% nesta quinta-feira (25/5).

No Brasil, os mercados reagiram sobretudo à prévia da inflação divulgada pela manhã, que veio melhor do que as estimativas.

No Brasil, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação oficial do país, ficou em 0,51% em maio. O consenso no mercado era de variação mensal maior, em torno de 0,64%.

O resultado marcou também a terceira desaceleração consecutiva do índice. Em abril, a variação no IPCA-15 havia sido de 0,57%.

A bolsa também teve efeito positivo do exterior. Após quedas sucessivas diante da incerteza sobre o teto da dívida americana, os índices em Nova York tiveram recuperação nesta quinta-feira.

Ações domésticas têm dia positivo

Com a expectativa de que a desaceleração da inflação possa levar a um início de queda nos juros, as ações ligadas ao mercado doméstico e varejo tiveram dia de altas.

A construtora MRV (10,33%) e as varejistas Via Varejo, dona das Casas Bahia (7,76%), e Renner (6,04%) estiveram entre as maiores altas.

Além disso, a Hapvida, maior alta do dia (10,99%), reagiu à um aumento em seu preço-alvo em relatório do Bank of America.

Dentre as maiores baixas, a agência de viagens CVC liderou as quedas (-4,63%) após a renúncia de seu CEO, Leonel Andrade. O diretor financeiro (CFO) já havia renunciado. A empresa está em processo de renegociação de dívidas e dificuldades financeiras, o que tem ajudado a derrubar os papeis nos últimos meses.

Dólar volta a R$ 5

O dólar teve alta de 1,65%, cotado a R$ 5,035 às 17h. A moeda americana voltou a trajetória de alta nesta quinta-feira após ter se mantido abaixo de R$ 5 nos últimos dias.

É a primeira vez que a moeda americana supera os R$ 5 desde 8 de maio.

Bolsas sobem nos EUA

Em Nova York, os índices tiveram dia de recuperação. O índice Nasdaq subia 1,71%, o S&P 500 subiu 0,88% e o Dow Jones ficou estável, com leve queda de 0,11%.

O presidente Joe Biden e a oposição no Congresso ainda não chegaram a um acordo sobre a elevação do teto da dívida. O risco é que haja um default, uma paralisação das atividades, ainda nos próximos dias.

A agência de classificação de risco Fitch anunciou na quarta-feira (24/5) que colocou a nota de crédito dos EUA (hoje em AAA, um dos patamares mais altos) em “observação”. A incerteza fez os principais índices em Nova York recuarem mais de 0,7% na véspera.

Nesta quinta-feira, agentes reagiram também à revisão para cima do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA no primeiro trimestre. O crescimento foi revisado de 1,1% na divulgação anterior para 1,3%.

Já as bolsas europeias seguiram em queda, repercutindo dados negativos do PIB da Alemanha. A maior da Europa teve o PIB do primeiro trimestre revisado de zero para -0,3%. Como é o segundo trimestre de baixa seguida, o país entrou em recessão técnica.

O STOXX Europe 600, que reúne as principais empresas da Europa, fechou em queda de 0,3%.

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