As evasivas da Funcef sobre ir ao STF contra suspensão de multa da J&F

Citada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, entre os fundos de pensão que podem sofrer “vultoso prejuízo” com a suspensão do pagamento da multa de R$ 10,3 bilhões do acordo de leniência do Grupo J&F, a Fundação dos Economiários Federais (Funcef), dos aposentados da Caixa Econômica Federal, tem se esquivado de questionamentos sobre uma reação judicial sua à decisão do Dias Toffoli.

Assim como a Fundação Petrobras de Seguridade Social (Petros), da Petrobras, a Funcef é um dos fundos de pensão beneficiários do acordo de leniência da J&F. Em sua manifestação contra a decisão de Toffoli, Gonet afirmou que “o valor de reparação aos fundos de pensão representa, nos planos de equacionamento do déficit acumulado da Funcef e da Petros, cerca de 2 bilhões de reais a cada uma”.

À coluna, que perguntou objetivamente sobre um possível recurso ao Supremo, a Funcef deu uma de Rolando Lero ao responder sobre seus próximos passos para evitar o prejuízo.

Por meio de nota de sua assessoria de imprensa, o fundo de pensão afirmou que “permanece em constante diligência perante os órgãos públicos e demais entidades envolvidas, para que o compromisso celebrado seja mantido e, dessa forma, não haja prejuízo aos participantes da Fundação e demais beneficiários do acordo”.

Do mesmo modo genérico, sem detalhar futuras medidas, a Funcef disse que “continuará atuando para que prevaleçam os regramentos originais e legais, e está tomando todas as medidas judiciais e administrativas cabíveis”.

A propósito, a postura tem sido a mesma com contribuintes do fundo que questionam a Funcef a respeito de um pedido ao STF pela revisão da decisão de Toffoli.

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