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Cotidiano & Variedades

As 10 áreas em que brasileiros mais encontram trabalho

Encontrar um emprego nem sempre é tarefa fácil. Ainda que a taxa de desemprego registrada no trimestre de abril a junho de 2022 seja a mais baixa para o período desde 2015, muita gente segue desempregada. Existem, porém, setores que têm tido um aumento no número de contratações.

Foto reprodução

A situação continua não sendo das melhores, mas áreas como Comércio, construção civil e serviços domésticos, por exemplo, recentemente têm criado mais ofertas de emprego. Para ajudar aqueles que buscam uma nova colocação no mercado de trabalho, listamos os setores que mais estão contratando em nosso país.

As 10 áreas que mais contratam no Brasil
No último trimestre, diversos setores foram responsáveis por um aumento no número de pessoas empregadas no Brasil, resultando em uma taxa de desemprego de 9,3%, um número relativamente baixo se comparado com os períodos anteriores. Este valor foi alcançado somando empregos formais (com assinatura na carteira de trabalho) e os trabalhos informais (aqueles sem carteira assinada). Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A seguir, você confere uma lista com os setores com mais oferta de trabalho segundo o IBGE:

1. Administração pública
Neste setor estão compreendidas a administração geral nas três esferas de governo, bem como a regulamentação e fiscalização de atividades na área social. Além disso, também envolve regular e fiscalizar a vida econômica do país.

2. Comércio e reparo de veículos

As atividades desta área compreendem a venda, tanto no atacado quanto no varejo, de veículos como carros e motos. O profissional pode lidar com o comércio de peças e acessórios, bem como de veículos novos e usados, podendo ainda trabalhar com o reparo destes produtos.

3. Construção
Quem atua neste setor presta serviços relacionados à construção e às obras de infraestrutura, oferecendo serviços especializados em reformas e manutenções de imóveis, por exemplo.

4. Educação
É nesta área que atuam as instituições e profissionais do ensino público e privado, tanto presencial quanto à distância, como professores da educação infantil, do ensino fundamental e do ensino médio.

Também estão inclusas até mesmo as creches, as academias militares e as escolas em prisão, por exemplo.

5. Indústria geral
Neste setor estão englobadas todas as empresas que trabalham com a transformação de matérias-primas em produtos acabados, incluindo as indústrias de base, de bens intermediários e de bens de consumo, duráveis e não duráveis.

6. Informação e Comunicação
Estas áreas abrangem toda e qualquer atividade de criação, publicação e transmissão de produtos com conteúdo de informação, por exemplo, em mídias e sinais analógicos ou digitais. Além disso, também inclui a prestação de serviços e a operação de infraestrutura para a a transmissão e o armazenamento destes produtos.

7. Reparos domésticos
Profissionais desta área lidam, por exemplo, com reparos de máquinas e aparelhos eletrodomésticos, como TVs, máquinas de lavar, e geladeiras, por exemplo; além de conserto de cadeados e fechaduras, entre outros.

8. Serviços culturais
Também em alto, o setor de serviços culturais envolve uma porção de atividades voltadas à cultura, como a promoção de artes cênicas e espetáculos (ao vivo ou gravados), além da manutenção de espaços como bibliotecas, museus e zoológicos.

9. Serviços domésticos
Profissionais especializados em atendimentos domésticos, como cozinheiros, arrumadeiras, jardineiros, babás e caseiros, por exemplo, podem ter percebido um aumento na oferta de trabalho em seu setor.

As atividades exercidas pelos profissionais desta área necessariamente são voltadas para o atendimento das necessidades de empregadores da modalidade pessoa física.

10. Transporte e armazanagem
Do transporte de passageiros ao de mercadorias, tanto nas modalidades ferroviária, rodoviária, aquaviária, aérea e dutoviária, este setor também engloba atividades de armazenamento, carga e descarga, além de correio, malote e entregas.

Com tantas áreas contratando, a situação deve ter melhorado bastante, certo? Bem, não necessariamente.

Cenário é bom, mas nem tanto
Falando à BBC, Bráulio Borges, economista-sênior da consultoria LCA e pesquisador-associado do FGV IBRE, afirmou que “olhando só o número de pessoas ocupadas, há sete anos que a gente não observa o mercado de trabalho brasileiro em uma situação tão favorável”. Mas o cenário não está exatamente lá essas coisas.

Embora a situação pareça favorável, alguns aspectos ainda deixam a desejar. Por exemplo, houve uma queda de 5,1% no rendimento médio real em relação ao mesmo período em 2021, agora em R$ 2.652. “Não é uma situação assim tão boa”, acrescentou o economista.

Mais ofertas de trabalho
O crescimento na oferta de trabalho parece acompanhar a recuperação do mercado após o impacto da pandemia da COVID-19. “Tudo aquilo que foi muito afetado na pandemia volta a crescer com força”, disse Maria Andreia Lameiras, pesquisadora do Ipea. Segundo ela, houve “um aumento brutal da demanda por serviços e a gente sabe que o setor de serviços é o que mais emprega no Brasil”.

Lameiras explica que “toda a demanda reprimida que a gente tinha, por conta da pandemia, ela chega no mercado de uma vez só”. Ela também destaca que o Auxílio Brasil tem ajudado, “botando dinheiro na economia como um todo”.

Salários mais baixos
Embora tenha havido aumento no número de pessoas trabalhando, também houve uma queda no valor dos salários pagos a estes profissionais. Como explicou o economista Bráulio Borges à BBC, estes setores “demandam muita mão de obra, mas, ao mesmo tempo, pagam salários baixos, geralmente pouco acima do salário mínimo, e isso ajuda a entender um pouco outro aspecto: os salários reais estão caindo também”.

Essa queda, segundo o economista, não era o que se esperava da taxa de desemprego de 9,3%. Borges explica que “os salários estão realmente perdendo, e bastante, da inflação, mesmo com a economia gerando mais e mais empregos em termos quantitativos.” Ainda assim, ele acredita que terminaremos o ano com crescimento de cerca de 2% e taxa de desemprego de aproximadamente 9%.

 

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