Apesar de marco fiscal, Ibovespa cai 1% com risco na dívida dos EUA

O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, fechou em queda de 1,03% nesta quarta-feira (24/5), aos 108.799,54 pontos. A baixa foi puxada pelo desempenho ruim dos mercados no exterior, em meio ao impasse sobre a dívida dos Estados Unidos.

É o terceiro dia de baixa no Ibovespa, que havia caído 0,26% na terça-feira (23/5).

No mercado brasileiro, o foco dos investidores foi a aprovação do novo marco fiscal, embora o avanço do texto no Congresso não tenha sido suficiente para segurar o Ibovespa ao longo do dia.

Pela manhã, os mercados locais tiveram momento de otimismo diante da aprovação de um texto mais restritivo após alterações do relator Claudio Cajado (PP-BA). Há ainda expectativa por novas reformas, como a tributária, que tende a ser o próximo alvo do governo.

Dentre as maiores baixas do pregão, um destaque foram as ações dos frigoríficos. Papeis da BRF (-5,55%), JBS (-4,89%) e Marfrig (2,43%) tiveram forte queda diante dos casos suspeitos de gripe aviária no Brasil, levando a temor de possíveis impactos na oferta das companhias do setor.

A queda no preço do minério de ferro no exterior também ajudou a derrubar ações da Vale (-2,27%), uma das mais importantes na composição do Ibovespa.

Dólar

O dólar fechou a quarta-feira cotado em R$ 4,95, queda de 0,37%. O texto-base do marco fiscal aprovado foi um dos motivos que impulsionaram a baixa da moeda americana.

Incertezas sobre teto da dívida nos EUA

Em Nova York, os principais índices fecharam em nova baixa, após terem tido queda de 1% no dia anterior:

  • O Dow Jones recuou 0,77% nesta quarta-feira;
  • O S&P 500, que reúne as maiores empresas do país, caiu 0,73%;
  • O Nasdaq caiu 0,61%.

Em Washington D.C., republicanos e democratas ainda não chegaram a um acordo sobre a ampliação do teto da dívida, o que pode levar a paralisação dos serviços do governo se não ocorrer.

O presidente Joe Biden, do Partido Democrata, negocia com a oposição no Congresso uma saída para o imbróglio.

A secretária do Tesouro, Janet Yellen, havia alertado congressistas de que um default, que paralisaria atividades, poderia ocorrer em apenas alguns dias. Em nova fala nesta quarta-feira, em ao jornal Wall Street Journal, Yellen afirmou que o governo enfrentará “decisões muito difíceis” nos pagamentos caso o teto não seja elevado. A secretária disse ainda que o cenário pode se refletir no mercado de títulos.

Bolsas desabam na Europa

Na Europa, as bolsas também terminaram o dia em queda, influenciados pelos riscos nos EUA e pelos temores de inflação persistente no Reino Unido.

O Stoxx 600, que reúne as maiorias companhias europeias, encerrou o pregão em baixa de 1,8%, em seu menor patamar desde abril.

source

Outras notícias

Saiba mais

Comentários

.