AML lança livro de Félix Alberto Lima e abre debate sobre jornalismo cultural

Como parte do projeto Rodas de Conversa da AML, a Academia Maranhense de Letras promove, nesta quinta-feira (23), às 18h, o lançamento do livro Destempo agora, do jornalista e escritor Félix Alberto Lima, seguido de debate sobre o tema “O jornalismo cultural hoje: meios, linguagem e perspectivas”, com os jornalistas Alex Barbosa, diretor de jornalismo da TV Mirante; Bruna Castelo Branco, roteirista do programa Daqui (TV Mirante); e Zema Ribeiro, do portal Farofafá e rádio Timbira.

(Foto: Divulgação)

A obra Destempo agora reúne textos jornalísticos escritos por Félix Lima nas últimas três décadas. Há reportagens, algumas resenhas, entrevistas e crônicas sobre , temas maranhenses, política e comportamento que, embora com abordagens diferentes, denotam unidade na construção de uma linguagem leve, fluida e imperecível ao tempo.

“São imagens recortadas cada uma em dado período, às vezes no calor de um fato ou efeméride, mas que, imbricadas com o esmero de repórter – pelo olhar crítico, pela pesquisa acurada, pela tessitura poética do texto –, estão conectadas pelo diálogo com a contemporaneidade”, explica o texto de introdução do livro.

De acordo com o prefácio do escritor Lourival Serejo, o autor transforma o compilado jornalístico numa agradável e inteligente viagem literária por assuntos como as impressões sobre São Luís, Alcântara e Havana; o emaranhado de mensagens na poesia de Fernando Pessoa; o percurso de Graça Aranha na Semana de 1922; as trajetórias entrelaçadas de Ferreira Gullar e Joãosinho Trinta; e revelações inspiradas de personagens entrevistados por Félix Lima, como Waly Salomão, Caio Fernando Abreu, Antônio Vieira e Zeca Baleiro.

A AML traz a lume também, em boa hora, o debate sobre o atual momento do jornalismo cultural. Com os caminhos cada vez mais limitados do jornal impresso, a pauta da cultura tem migrado progressivamente para o jornalismo digital (portais de notícias, blogs especializados, redes sociais e podcasts) e vem encontrando espaço mais amplo em veículos tradicionais como o rádio e a TV.

Essa mudança de rota tem beneficiado assuntos como literatura, música, artes plásticas, dança, cinema e cultura popular? Os atuais meios de divulgação amplificam a pauta cultural ou o tema fica restrito a uma mera agenda de eventos, sem aprofundamento do assunto? O jornalismo cultural exige do profissional uma nova linguagem que fale mais diretamente a comunidades específicas? As pautas identitárias estão contempladas nesse novo modelo de jornalismo cultural? Essas e outras questões serão abordadas no debate de quinta-feira, no auditório da Academia Maranhense de Letras (rua da Paz, 84, Centro), pelos três jornalistas convidados e com a participação da plateia.      

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