Advogado de Dimas questiona ação do Samu em socorro: “É normal isso?”

São Paulo — O advogado do jogador sub-20 do Corinthians Dimas Cândido, que presta depoimento nesta quinta-feira (7/2) sobre a morte da estudante Livia Gabrielle, de 19 anos, afirma que a equipe da 5ª Delegacia da Mulher de São Paulo (SP) precisa investigar o tempo que a equipe do Samu demorou para atender a ocorrência e levar a jovem ao hospital. Livia morreu após ter quatro paradas cardiorrespiratórias, depois de um intenso sangramento na região genital.

Segundo o advogado Tiago Lenoir, passaram-se cerca de 90 minutos entre o momento em que Dimas acionou o resgate por telefone e o momento em que Livia deu entrada no Pronto Socorro do Tatuapé, na zona leste da capital.


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Lenoir afirma que as imagens das câmeras de segurança do condomínio em que mora o jogador teriam registrado o momento em que os socorristas deixam Lívia cair no chão durante o transporte da jovem até uma ambulância. “Rompendo uma artéria uterina, ela teve essa hemorragia interna forte, que causou o choque e a parada cardiorrespiratória. O que tem que ser verificado e avaliado é o tempo de resgate. É comum ficar 21 minutos um menino de 18 anos fazendo a ressuscitação dela? É assim que funciona? Os atendentes do Samu estão preparados para emergências ginecológicas? Pelo que conversei com especialistas, poderiam ter orientado ele mesmo a fazer o tamponamento do sangramento”, afirma o advogado.

O depoimento de Dimas teve início por volta das 10h30 desta quarta-feira. Às 16h30, não havia acabado. Segundo o advogado, o jovem deixou seu aparelho celular à disposição da delegada, que teve acesso a diversas conversas entre ele e Livia.

“Tá demorado o depoimento porque ele está esclarecendo tudo nos mínimos detalhes. O tempo todo ele para, mostra o celular, ela questiona ele”, diz Lenoir.

O jogador do Corinthians teria reafirmado que, apesar de conhecer a estudante há quase um ano, nunca tinha encontrado ela pessoalmente.

O caso 

A Polícia Civil investiga o que provocou a morte de Livia Gabriele da Silva Santos, que estava com Dimas no apartamento dele quando passou mal e foi levada pelo Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) ao Pronto-Socorro do Tatuapé, mas não resistiu.

Livia teve quatro paradas cardíacas. O atestado de óbito aponta que a causa da morte foi uma ruptura na região genital chamada de “saco de Douglas”.

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