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A Terra tem girado mais rápido e isso pode não ser bom

Você deve se lembrar do período escolar em que aprendeu sobre a Terra e o Sistema Solar, certo? É verdade que algumas informações desse período, dependendo da idade, você já não lembra tanto.. Ainda assim, você deve se lembrar que a rotação da Terra em torno de seu próprio eixo é o que determina a duração de um dia. Apesar do dia ter 24 horas, a Terra leva 23 horas, 56 minutos, 4 segundos e 0,9 décimos para girar em torno de si mesma.

A tecnologia avançou o suficiente para que esse processo de rotação seja acompanhado de perto, de forma meticulosa. Em 2005, o Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia (EUA) relatou o recorde do dia mais curto. Naquele ano, a Terra levou 1,4602 milissegundos a menos que a média para girar em torno de si mesma. Desde que a rotação começou a ser medida, em 1960, esse número já foi quebrado 28 vezes.

O que chamou a atenção em um dos últimos relatórios do Instituto, no entanto, é que este recorde já foi quebrado. Houve um intervalo de 15 anos para a quebra o “recorde” da última vez, mas agora foram necessários apenas dois anos. Em junho deste ano, no dia 29, a Terra levou 1,59 milissegundos a menos para girar em torno de seu próprio eixo. A rotação tem ganhado cada vez mais atenção dos cientistas porque, na prática, tem sido observado a velocidade cada vez mais rápida da rotação, e isso pode ser preocupante.

Para leigos, talvez os milissegundos não pareçam tão impressionantes, mas são dados que impressionam e preocupam, especialmente se a velocidade continuar aumentando. Até o momento, é verdade que os cientistas ainda não possuem uma resposta clara sobre o porque da aceleração, mas algumas teorias já começaram a ganhar força. Uma dessas teorias associa a aceleração da Terra ao processo de alterações climáticas, o aumento da temperatura e descongelamento das calotas.

Os riscos associados a esse processo de aceleração podem não ser tão claros, mas existem. Se você parar para pensar, todos os sistemas existentes no mundo hoje dependem de uma pré-configuração. Por exemplo, quando você desliga e liga um smartphone, ele automática identifica o horário local. Isso acontece em todos os sistemas e pode ser que todos esses sistemas sofram uma relativa crise caso a Terra continue acelerando. Isso porque os cientistas podem ser obrigados a retirarem um segundo dos “relógios atômicos”, o que seria um pepino para profissionais de TI do mundo todo.

A vida humana é organizada sobre o conceito de horas, minutos e segundos. Os relógios determinam uma série de questões práticas e diárias da vida humana, das sociedades organizadas. Ou seja, uma alteração nisso seria um grande choque ao ritmo e organização. É claro que esses problemas poderiam ser resolvidos e contornados, mas eles existiriam. Apesar de tudo isso, no momento acredita-se que essa seja uma possibilidade ainda remota. Cientistas defendem que uma alteração nos relógios é ainda remota. No entanto, a possibilidade já chamou a atenção para a necessidade de pensar nesse problema e antecipar as eventuais complicações que possa gerar.

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