Pois é, você não leu errado. A história de “Creep”, o maior hit do Radiohead, tem tantas reviravoltas que chega até no The Strokes. Mas antes, precisamos falar sobre como essa canção tão icônica nasceu.
Como conta o youtuber musical Nate Fender (via itsweirdtrue), a faixa foi escrita por Thom Yorke no final dos anos 80, durante um “período muito estranho” de sua vida. A letra fala sobre uma mulher que foi em um show da banda na época, e pela qual Yorke ficou tão encantado que mal conseguiu tocar direito.
Após apresentar a música para o grupo, o Radiohead logo começou a tocá-la em alguns shows e a recepção foi pra lá de morna. Mas foi só em 1992 que a banda entrou em estúdio para gravar seu primeiro disco, Pablo Honey, e dar uma chance à faixa —porém, de forma um pouco “forçada”.
Isso porque o grupo começou a tocar “Creep” apenas para ensaiar enquanto a equipe de engenheiros de som estava testando as fitas do estúdio. Os membros, na verdade, nem gostavam da música tanto assim, e o guitarrista Jonny Greenwood até tentou “sabotar” a faixa batendo em sua guitarra antes do refrão. Um dos membros chegou até a tirar um sarro da canção, a chamando de “estilo Scott Walker” (um cantor Pop dos anos 60), o que fez um dos produtores achar que se tratava de uma cover.
O que o Radiohead não sabia, no entanto, é que aquele ensaio já estava sendo gravado. Eventualmente, os produtores, que amaram a faixa, descobriram que ela era original e convenceram a gravadora a lançá-la no disco.
Radiohead, plágio e o The Strokes
É aqui que a história se complica. Em 1993, a banda The Hollies ouve “Creep” e descobre uma semelhança bem grande com sua canção de 1976, “The Air That I Breathe”. O The Hollies, que fez bastante sucesso nos anos 60 e 70 e está na ativa até hoje, tem como membro ninguém menos que Albert Hammond, o pai de Albert Hammond Jr., guitarrista do The Strokes. Pois é!
Naquele mesmo ano, o grupo entrou com um processo contra o Radiohead, que foi obrigado na justiça a admitir o plágio e a creditar Albert Hammond e Mike Hazelwood, que passaram a receber royalties enquanto compositores da canção.
Ironicamente, o Radiohead passaria pela mesma situação de novo, mas do outro lado da história, anos depois. Em 2018, o grupo processou Lana Del Rey pela canção “Get Free”, exigindo créditos de composição e apontando plágio por parte da cantora. Naquele mesmo ano, o grupo perdeu a ação, com Lana anunciando durante um show no Brasil que estava finalmente liberada para cantá-la ao vivo. A artista também não precisou creditar o grupo.
Que montanha russa, hein?
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